Cuba, Vila de Frades e Vila Alva. Lugares onde o milagre do vinho ainda acontece nas velhas talhas de barro pesgadas, como se do tempo dos romanos se tratasse. As “dolias” (talhas romanas) tinham uma capacidade de cerca de mil litros; o isolamento do barro, tal como hoje, era efectuado através de pez. Ontem como hoje, é o puro sumo da uva que se transmuta em vinho sem prestidigitação de espécie alguma. Fluido integro, que da talha escorre directamente para a alegria das recompensadas goelas dos bebedores. Dura enquanto dura, nunca mais que o intróito do ano novo. Depois, esperam-se uns pares de meses pelo novo milagre.
Este ano correu a jeito para a uva. A malta está com uma enorme fezada na bondade da nova pinga. Que venham umas rijezas lá para o fim do mês, preceito último para o milagre ser de estrondo. Hoje é lua cheia, para a próxima voltamos a conversar?
