Mestre Palolo, uma imensa vida absorvida na alquimia de fundir e forjar o ferro como se de ouro se tratasse. Dono de umas mãos que ganharam fama de fabulosas na boca dos camaradas operários. Artífice antigo do rigor virtuoso do compasso e do esquadro que além de na severidade do metal também na suavidade do papel traçava criatividade.
António Palolo saiu à cepa das mãos progenitoras, tacteou e percorreu o caminho dos perseverantes. O António Palolo abalou ali da rua de S. Cristóvão como quem desce do Garcia de Resende para na grande capital pintar o seu destino. Faz algum tempo que partiu para criar nas infindáveis telas do universo. Estou-lhe grato pelas que cá deixou!

António Palolo – Sem Título - 1971
Felizmente o Palolo continua bem vivo através da sua obra.
Gostei muito do blog vou passar a ser visita regular.
importa-se de postar a actual morada deste senhor ...