O mordomo, dantes, era o Ramos – Ramon, para os chegados.
Na mesinha, a sorte bafejava o velho Zé Maria: ó Ramos assa aí um frango. Algumas jogadas após, o azar demolia as fichas do velho Zé Maria: ó Ramos desassa.
A jogatina e os bailes de debutantes foram-se atrás dos tempos que outros tempos hão-de vir para a mocidade das bijecas...
Agora, o mordomo, é o Naia.
A velha varanda da Harmonia, lá continua a controlar a noite na praça... o polícia do Banco de Portugal... os putos a enrolarem na fonte... a gargalhada do Gi de retorno a casa... as camadas que se cruzam ziguezagueando na arcada... os homens da Câmara que agulhetam a calçada... e, murmuram os iniciados que, em certos dias, se vislumbra o Barroca e o Artur deslizando no tabuleiro, pra cá, pra lá, pra cá, pra lá.
o pessoal do bar não valem laranjas do chão
Afixado por: paui em maio 12, 2004 10:33 PM