De quando em vez passo os dedos e os olhos pelas lombadas e letras e, zás, reenamoro-me. Amores antigos, daqueles que deixam agradáveis sabores na memória.
«dedicatória um
aos ovos vindo das ovas
aos avós vindos dos avos
aos vindouros ovos voz
(indo dos ovos ao vós
sem metridourar centavos
entre as obras e as trovas
entre as calças e os cús
entre a carcela e os cós
sem mais respeito aos avós
(em que os avós reincidam
chantagens de cãs e caspas)
que O que os q’ridos avós aspas
que O que os cridos avós raspas
que O que os idos avós idem!
dedicatória dois
A SUA EXCELÊNCIA O EXCELENTÍSSIMO
PROFESSOR DOUTOR
ANTÓNIO DE OLIVEIRA SALAZAR
ao camarada álvaro cunhal
o FAROL ALEXANDRÃO e a bóia-farol
que balizaram os dóris da minha geração
de gelos e bacalhoadas e
terranovas cruzados de pinguim
e avós barbequim
nas cruzadas dos vinténs e das vintages
dedicatória três
ao Homem anho do homem»
do livro «pressaga» de João Pedro Grabato Dias
Vivas rapaz,
sempre com os quemeres e dizeres,
para quando aquilo dos quemeres?
Comandante
Afixado por: Comandante em agosto 28, 2003 01:08 AM