+ Alentejanando

fevereiro 08, 2010

Haiti

Diz-se que há qualquer coisa de errado com o sismo?
Os 30.000 marines em armas também farão parte da “ajuda humanitária”?
La IV Flota en acción - Un portaaviones llamado Haiti?
Coincidências, ou um puzzle para montar ao serão?

Isidoro de Machede

do escriba acocorado machede em 07:37 PM | chegue-se à frente(0) | TrackBack (0)

fevereiro 07, 2010

Ousaste ser a inspiração do artista que,
na matéria,
esculpiu o simbolismo.

Traíram o Delacroix e a Liberdade Guiando o Povo,
e ocultaram-te os seios com a bandeira.

Depois,
paulatinamente,
atraiçoaram a coisa pública!

Isidoro de Machede

do escriba acocorado machede em 06:52 PM | chegue-se à frente(1) | TrackBack (0)

fevereiro 06, 2010

Do zero ao finito

O Isidro e a Luísa deram-me uma vida.
Depois, tive tudo.
Do prazer de jogar ao pião,
até à utopia do Homem nascer,
viver e morrer entre iguais.

Agora,
nada tenho.
E até esse nada me querem tirar!

Isidoro de Machede

do escriba acocorado machede em 07:29 PM | chegue-se à frente(2) | TrackBack (0)

fevereiro 04, 2010

Do almanaque…

Por via de um de um cozido de grão coadjuvado por um tintinho de estalo que acabei de tragar e emborcar na taberna do Pita, veio na cheia da memória um palavrório sobre a distinção da culinária da planície, que passei ao papel já há uns anos atrás.
“A cozinha alentejana é, nesse grande caldeirão que transborda a nossa cultura, o grande almanaque onde estão inscritos todos os dizeres da grande viagem deste povo. Lá estão retratadas as desgraças e as graças, as fomes e as farturas, a sujeição e a liberdade. Lá se pode adivinhar da revolta numa açorda de alho. Lá se pode descobrir da solidariedade num ensopado de borrego. Lá se pode pressentir a igualdade num par de mingas com carne do alguidar. Para que tiver olhos de ver, este almanaque é um superior compêndio da arte da sobrevivência. Atrevo-me até a dizer – que me perdoe o imenso exército de deserdados do antigamente – de uma sobrevivência habilmente requintada. Quem pode negar a subtileza duma sopa de beldroegas com queijo? Quem pode contestar a elegância de uma queijada de requeijão? Quem pode obstar a estética sublime duma poejada de bacalhau? Quem ousa contrariar da poupança vertida nuns pezinhos de porco de coentrada?”

Isidoro de Machede

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fevereiro 03, 2010

Mourão, terra alentejana na raia com Espanha

Dia 2 de Fevereiro, é uma data entranhada, desde antanho, no íntimo de todos os Mouranenses. Dia de Nossa Senhora das Candeias, Santa Padroeira desta Vila Branca da margem esquerda do Guadiana. São três dias de festa rija que culminam, precisamente, no dia 2 de Fevereiro, com um carreiro de gente ondulando pelas ruas da terra, em procissão, atrás da imagem da Protectora.
É apanágio do povo da terra que, durante os três dias, as portas estejam escancaradas para as gentes circundarem as mesas, cobertas por alvas toalhas, repletas de sublimes iguarias e não menos francas bebidas.

Reza a sabedoria das gentes campesinas de Mourão: «Se as candeias rirem o Inverno está dentro, se as candeias chorarem o Inverno está fora». Esmiuçando o adágio: se não chover em Mourão no dia da Senhora, o Inverno ainda está para vir, se chover, o Inverno já passou. Este ano as candeias riram!

O outro grande acontecimento das festas, realiza-se no dia 1 de Fevereiro. O tradicional Festival Taurino de Mourão – Festival que tem a particularidade de abrir a época tauromáquica em terras lusas.
Seis toiros, para três cavaleiros e o Grupo de Forcados Amadores de S. Mansos, e para dois matadores e um novilheiro. O que me levou à pequena mas bonita praça de toiros foi, justamente, o novilheiro João Augusto Moura. Soberbo, apeado, tal como do nada caminharam os que fizeram a história do toureio moderno. Já muito sabedor da arte de trabalhar com a muleta diante das hastes nuas, com rigor, parou, templou e mandou. Finalizou a lide, cravando o “equívoco nacional” em su sítio. Se estoque fosse, seguramente, seria golpe certeiro.
Ou muito me engano, ou temos aqui uma primeira figura!

Isidoro de Machede

do escriba acocorado machede em 06:21 PM | chegue-se à frente(1) | TrackBack (0)

fevereiro 02, 2010

Manuel Serra, mais um revolucionário romântico que partiu…

Sobre ele, o companheiro João Tunes, já escreveu quase tudo na blogosfera.
Vale ainda destacar que o Manuel Serra chefiou o grupo civil do Golpe de Beja, que teve lugar no dia 31 de Dezembro de 1961. Uma das tentativas falhadas de derrubar a ditadura, na qual, pela primeira vez, os militares estiveram lado a lado com os antifascistas civis.

Isidoro de Machede

do escriba acocorado machede em 02:40 PM | chegue-se à frente(1) | TrackBack (0)

janeiro 31, 2010

Eu seja ceguinho…

Se os desafortunados do terceiro mundo, em vez de ajuda alimentar, não vão mamar com as vacinas da pandémica burla da gripe A. Eu seja ceguinho, se os salafrários não vão endrominar os gentios com a pantominice que a xaropada lhe atesta o estômago.

Isidoro de Machede

do escriba acocorado machede em 03:27 PM | chegue-se à frente(2) | TrackBack (0)